quinta-feira, 9 de agosto de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
Salto para o Futuro: http://www.tvbrasil.org.br/saltoparaofuturo/entrevista.asp?cod_Entrevista=28
Entrevista com Antônio Barbosa Moreira, realizada em:
15/10/2008
Currículo: conhecimento e cultura
Salto – Antonio Flávio, como você define
currículo escolar?Antonio Flávio – Esta palavra tem tido uma
série de sentidos ao longo dos tempos. Ela foi considerada como sinônimo,
praticamente, de conteúdos, depois experiência de aprendizagem, depois ela se
referiu a planos. E eu penso que hoje seria interessante nós entendermos
currículo como o conjunto de experiências de aprendizagem, organizado pela
escola, sobre responsabilidade da escola, que gira em torno do conhecimento
escolar, que eu vejo como a matéria-prima do currículo, e que vai contribuir
para formar as identidades de nossos estudantes. Penso que essa visão de
currículo é suficientemente abrangente para incluir conhecimento escolar, as
experiências, a necessidade de planejamento e de organização por parte da
escola e, ao mesmo tempo, a importância na formação das identidades.
Salto – Como você analisa a relação entre
currículo e sociedade?Antonio Flávio – Um currículo é
organizado em um dado momento histórico, numa dada sociedade, e vai refletir
aquilo que essa sociedade deseja formar, como sendo o homem educado, a mulher
educada, que deseja ter como membro desta sociedade. Consequentemente, ele
atende às demandas de grupos que tenham, na sociedade, o poder de definir
aquilo que a escola pretende, vai fazer. Por outro lado, é importante também
acentuar que o currículo não reflete apenas as demandas da sociedade. Ele
também pode contribuir por suas ações, pelos seus efeitos nos estudantes, para
efetuar mudanças nessa sociedade. Portanto, é uma via de mão dupla.
Salto – Existe uma conceituação, que sei que não
é sua, de currículo flexível, em função dessas demandas da sociedade. Como você
vê essa ideia de flexibilização do currículo?Antonio Flávio –
Eu acho que ela é importante, e responde, como você diz, às demandas emergentes
da sociedade, mas também responde a interesses que surjam do próprio estudante.
Diferentes exemplos poderiam ser dados, mas há também situações específicas que
possam ocorrer na turma, com um dado grupo de alunos. Há situações que podem
ocorrer com um aluno apenas e que, muitas vezes, podem constituir objeto de
interesse de todos, e de um trabalho bastante interessante por parte da
professora. Eu me lembro, por exemplo, de uma professora de Ciências que
comentou sobre o fato de um aluno ter chegado à sala de aula com o joelho
machucado e como essa situação deu a ela a oportunidade de desenvolver alguns
dos conteúdos que foram importantes para o seu curso.
Salto – Em um dos seus textos, você diz que no
fundo de toda teoria de currículo, e há várias teorias sobre currículo,
encontra-se uma questão de identidade. Por quê?Antonio Flávio –
Porque, veja bem: o aluno passa um período razoável de sua vida na escola. A
escola planeja para esse aluno todo um ambiente, no qual ele viverá relações
com os seus colegas, com os seus professores; no qual ele ouvirá, muitas vezes,
como deve proceder: o que é certo; o que é errado. Ele terá tudo isso reforçado
pelas experiências que vai viver, pelas visitas que fará, que a escola
organizará para ele, e muito pelos conteúdos que vai aprender. Todos esses
aspectos, presentes no processo curricular, afetam este aluno, fazendo com que
ele se transforme num dado homem ou numa dada mulher. De uma certa maneira o
currículo é um elemento central na definição daquilo que nós somos, daquilo que
seremos futuramente. É nesse sentido que o currículo é, sem dúvida, crucial
nesta definição das identidades dos nossos alunos. E isso nos obriga a
constantemente refletir sobre: que identidades estaríamos formando na escola e
que identidade nós desejaríamos, então, formar nesse mundo em que estamos
vivendo?
Salto – Quando se discutem propostas curriculares
para elaboração de currículos, sempre vem à tona uma questão que me parece ser
crucial nesse momento: que conhecimentos devem fazer parte dessa proposta e o
que fica de fora? Essa é sempre a grande dúvida que circula pela cabeça dos
professores. Como você analisa os processos de seleção dos conteúdos que devem
estar presentes nos currículos?Antonio Flávio – Eu acho que a
essas perguntas que você mencionou, nós poderíamos acrescentar uma outra: de
quem são os conhecimentos usualmente escolhidos? A quem eles beneficiam, e a
quem eles prejudicam? Então, essa pergunta é uma das que eu penso que deve
contribuir para nortear as decisões que o professor venha a tomar em sua sala
de aula em relação aos conhecimentos. Eu diria que é importante que ele, esse
professor, selecione conhecimentos relevantes, conhecimentos que contribuam
para que o estudante possa se situar bem no seu ambiente mediato, possa ir além
desse ambiente mediato, buscando novos horizontes, ampliando, portanto, suas
experiências, e compreendendo melhor o mundo em que se situa. E, nesse sentido,
se comprometendo também com as transformações no seu ambiente mediato, e na
sociedade mais ampla. E eu acrescentaria, por fim, a todas essas considerações,
que eu penso que já devem ser objeto de reflexões diárias, a preocupação com o
fato de os conhecimentos poderem ser úteis para novas aprendizagens,
propiciarem elementos que construam depois pontes para outros assuntos que
venham a ser tratados, abordados na sala de aula.
Salto – Quais as principais características de um
currículo que contribua de fato para uma Tescola de qualidade, que é o que
precisamos nesse momento?Antonio Flávio – Um dos elementos já
foi dito aqui: é um currículo flexível, é um currículo que esteja aberto para
atender a mudanças ou na sociedade, ou na escola, ou na própria sala de aula;
um currículo que proporcione ao aluno uma compreensão mais precisa do mundo em
que vive; um currículo que o faça crítico do ambiente cultural em que está
inserido, que o ajude a analisar os elementos que o cercam; que o ajude a
compreender melhor os artefatos culturais com que ele está habituado a lidar,
com os quais ele está familiarizado, como por exemplo: uma novela, um anúncio,
um programa de televisão. Então, ele se tornaria crítico dessa cultura, e o
currículo o teria ajudado a ter subsídios para essa crítica. E eu penso que há
ainda um outro elemento importante a ser trazido, em termos de responder à sua
pergunta: quais características um currículo deveria ter? Acho que deve ser um
espaço de pesquisa. Um espaço em que professor e alunos procurem juntos
compreender problemas, procurem juntos buscar novas aprendizagens, e passem
juntos a dominar meios de adquirir novos conhecimentos, novos conteúdos.
Salto – Já que você tocou na questão da relação
professor e aluno, diante desse currículo, qual é o papel do professor nesse
cenário, para que esse currículo de fato contribua para a melhoria da qualidade
da educação?Antonio Flávio – O papel do professor é
fundamental. Ele é responsável por uma série de decisões a respeito do
currículo. Portanto, ele precisa estar permanentemente refletindo sobre o
currículo, sobre os conhecimentos que ele está selecionando, sobre como
organizar esses conhecimentos, sobre como melhor trabalhar com esses
conhecimentos na sala de aula, que experiências deve organizar, como deve
desenvolver o processo de avaliação. Penso que isso tudo já mostre como o
professor tem, com certeza, um papel importantíssimo no processo curricular.
Ele não é absolutamente alguém que executa. Ele é alguém que reflete, que
concebe, e que decide.
Salto – Você quer acrescentar alguma coisa mais
sobre essa temática?Antonio Flávio – Acho apenas que poderíamos
falar rapidamente sobre a questão de que eu não toquei nas características de
um currículo, a ideia de ele estar também levando em conta a diversidade
cultural, hoje tão presente no mundo. Acho que isso é importante.
Salto – Você quer falar sobre a necessidade de se
incluírem no currículo essas temáticas que estão tão presentes hoje, como as
diferenças culturais?Antonio Flávio – Com certeza. Eu penso que
nós vivemos, queiramos ou não, numa sociedade plural. Essa pluralidade se
manifesta a cada dia. Ela é visível no noticiário, nos conflitos que se
estabelecem, ela penetra em todos os espaços. E ela penetra também na sala de
aula. Então, eu penso que é importante que todos os que trabalham na escola,
todos os que ajudam a construção do currículo, que essas pessoas reflitam que
resposta dar na escola a essa diversidade. Como abrir espaço para a
pluralidade; como, ao mesmo tempo em que se abre esse espaço, se pode levar o
aluno a entender melhor porque certas vozes têm sido privilegiadas e outras
não; porque certos grupos sociais têm sido oprimidos, e outros não. É preciso
que a escola lhe dê subsídios para que ele contribua para tentar desestabilizar
um pouco essas relações de poder, que têm sido responsáveis por tantas
injustiças, e por tanta dor para tantas pessoas.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Ler é abrir caminhos para uma vida melhor
Viajar pela leitura
Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!
Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim sem compromisso,
você vai me entender.
Mergulhe de cabeça
na imaginação!
Em comemoração ao Dia do Livro, e com a preocupação de incentivar a leitura, a Biblioteca Lúcio Lins promoveu no hall da escola uma exposição de livros.
Ação que acontecerá mensalmente.
Confira algumas fotos!
quarta-feira, 18 de abril de 2012
O dia internacional do livro e do direito de autor vai acontecer no dia 23 de Abril.
Em
É um dia para lembrar
o prazer da leitura e incentivar a população a dar uma
atenção especial ao livro.
O livro
foi historicamente o instrumento mais potente de difusão dos conhecimentos, todas
as iniciativas para promover a difusão do livro são um fator de enriquecimento
cultural.
“Cada livro é um profeta que nos dita visões, que nos narra
histórias e nos ensina. Um livro vive, com a sua alma passiva, e acompanha o
leitor como um amigo, seguindo-o e completando-o. ”( retirado de http://oslivros.blogs.sapo.pt/29116.html).
segunda-feira, 16 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
"Vergonha é não tocar no assunto"
Tem início hoje a "Semana Estadual
de Prevenção do Câncer da Próstata", numa iniciativa inédita da Assembleia
Legislativa do Estado da Paraíba. Devido à
incidência cada vez mais elevada do câncer da próstata e o aumento dos óbitos
requerem ações mais incisivas do poder público para a conscientização dos
homens. O câncer da próstata representa hoje uma das grandes causas de morte
por câncer entre homens brasileiros.
A campanha educativa é sobre os cuidados
que o homem deve ter com a saúde como forma de prevenir e evitar o câncer de
próstata.
Câncer de Próstata
Câncer de próstata ou cancro da próstata é uma doença na qual ocorre o desenvolvimento de um cancro/câncer na próstata, uma glândula do sistema reprodutor masculino. Ocorre quando as células da próstata sofrem mutações e começam a se multiplicar sem controle. Estas células podem se espalhar (metástase) a partir da próstata em direção a outras partes do corpo, especialmente ossos e linfonodos. O câncer de próstata pode causar dor, dificuldade em urinar, disfunção erétil e outros sintomas.
Este tipo de câncer se desenvolve mais frequentemente em homens acima dos 50 anos de idade. Ocorre somente em homens, já que a próstata é uma glândula exclusiva deste sexo.
Câncer de próstata ou cancro da próstata é uma doença na qual ocorre o desenvolvimento de um cancro/câncer na próstata, uma glândula do sistema reprodutor masculino. Ocorre quando as células da próstata sofrem mutações e começam a se multiplicar sem controle. Estas células podem se espalhar (metástase) a partir da próstata em direção a outras partes do corpo, especialmente ossos e linfonodos. O câncer de próstata pode causar dor, dificuldade em urinar, disfunção erétil e outros sintomas.
Este tipo de câncer se desenvolve mais frequentemente em homens acima dos 50 anos de idade. Ocorre somente em homens, já que a próstata é uma glândula exclusiva deste sexo.
Dia Mundial da Saúde 07 de Abril
Saúde não é apenas não estar doente. Saúde é bem mais amplo que isso, é
estar bem fisicamente, mentalmente e socialmente também!
Uma boa higiene, alimentação adequada, fazer exercícios físicos regularmente
e dormir bem nos ajudam bastante a ter saúde.
Autismo
Dia 02 de abril é comemorado o Dia Mundial de Consciência do Autismo.
O dia foi instituído pela ONU em dezembro de 2007, com o objetivo de
mobilizar e mostrar que o espectro autista deve ser tratado com atenção, afinal
que é mais comum em crianças que AIDS, câncer e diabetes juntos.
Autismo é uma palavra desconhecida para muitos. Dessa forma o Dia Mundial de
Conscientização sobre o Autismo busca esclarecer
o que vem a ser o Autismo e disseminar informações sobre a importância do
diagnóstico e da intervenção precoce.O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista, é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que tem influência genética e é causado por defeitos em partes do cérebro, como o cerebelo, por exemplo.Caracteriza-se por dificuldades significativas na comunicação e na interação social, além de alterações de comportamento, expressas principalmente na repetição de movimentos, como balançar o corpo, rodar uma caneta, apegar-se a objetos ou enfileirá-los de maneira estereotipada. Todas essas alterações costumam aparecer antes mesmo dos 3 anos de idade, em sua maioria, em crianças do sexo masculino.Para o autista, o relacionamento com outras pessoas costuma não despertar interesse. O contato visual com o outro é ausente ou pouco frequente e a fala, usada com dificuldade.Para minimizar essa dificuldade de convívio social, vale criar situações de interação. Respeite o limite da criança autista, seja claro nos enunciados, amplie o tempo para que ele realize as atividades propostas e sempre comunique mudanças na rotina antecipadamente. A paciência para lidar com essas crianças é fundamental, já que pelo menos 50% dos autistas apresentam graus variáveis de deficiência intelectual. Alguns, ao contrário, apresentam alto desempenho e desenvolvem habilidades específicas - como ter muita facilidade para memorizar números ou deter um conhecimento muito específico sobre informática, por exemplo. Descobrir e explorar as 'eficiências' do autista é um bom caminho para o seu desenvolvimento.
Dia internacional do livro infantil
No dia 2 de abril é comemorado o dia internacional do livro infantil. Tal data foi escolhida em homenagem ao grande autor dinamarquês Hans Christian Andersen, que ficou mundialmente conhecido por suas obras voltadas ao público infantil. A data foi escolhida em razão do aniversário do autor e é comemorada desde 1967.
O dia internacional do livro infantil é comemorado mundialmente, em mais de sessenta países.
Entre os seus objetivos estão:
-Incentivar e despertar nas crianças o gosto pela leitura
- promover o acesso aos livros
- incentivar a publicação e distribuição de livros infantis de qualidade
-Apoiar a formação de crianças e pessoas envolvidas com a literatura infantil
-Incentivar trabalhos acadêmicos e pesquisas na área de literatura.
Dentre as mais conhecidas obras de Andersen estão “O Patinho Feio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia” e “As Roupas Novas do Imperador”.
-Incentivar e despertar nas crianças o gosto pela leitura
- promover o acesso aos livros
- incentivar a publicação e distribuição de livros infantis de qualidade
-Apoiar a formação de crianças e pessoas envolvidas com a literatura infantil
-Incentivar trabalhos acadêmicos e pesquisas na área de literatura.
Dentre as mais conhecidas obras de Andersen estão “O Patinho Feio”, “O Soldadinho de Chumbo”, “A Pequena Sereia” e “As Roupas Novas do Imperador”.
nonio.eses.pt/contos/andersen.htm
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